terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O homem mais alto do mundo



A little bird
Came right up to me
Found a thread, oh
Hanging from my sleeve
Then he flew up high
Until I fell apart
Stitches, they all flew, oh
From why did my heart
So then a little girl
Came and found my bones
She built a meadow
She should have made him watch
As the meadowlark
Found that needle's eye
As he made that patch, oh
For my broken sky
And so the winter night
Came down to our hands
Trying to steal, oh
What could soothe a man
Yes and still I knew
That old dark was mine
And it's fading out, oh
Every star I find
And so... By the day
Little girl and I
Shook all trees, oh
To see what would fly
And it's times like these
There's no need for words
I just need to find, ohhhhh...
I need a field of birds


Obrigada Trek Salama por me apresentares a estas e a outras músicas. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sossego


Faço parte da árvore desta vida. Da minha, árvore quebrada, retorcida, mas entretecida de ramos que a suportam e suportam outras vidas. Felizes. Às vezes também. Vivas. Sempre sempre. Frágeis, serenas, amantes e amadas. Que mais queres tu minha alma de pássaro? Aninha-te nesta árvore, saltita nos seus nós, deixa-te acariciar pela brisa das folhas. Para que queres sempre voar?


Abençoada a tua transparência, alma minha, que me deixa sentir o mundo. Abençoada.



Klimt-The tree of life 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Move forward

Caramba! Que diabo de chatice! Tenho em mim todos os poderes do mundo...e todas as dúvidas também. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Expectativas



Um dia olhei para o passado e vi-te. Vinhas caminhando, os passos largos e determinados, de braço dado com um sorriso. Os teus olhos perseguiam um futuro banhado de luz, bebias a vida com sofreguidão porque em ti nunca houve sossego...

Depois... perdi-te. De vista. 


Olho-te no futuro e sei que me sonhaste o passado. É por isso que nunca te encontras. Não há ninguém que se encontre com as suas expectativas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ás vezes o amor...

Quase todos os dias me cruzo com um deles. Umas vezes é ele que regressa com ar apagado. Outras vez é ela que sai de casa para ir ao pão, ou ao supermercado, imagino eu, sei lá da vida da senhora. Tem dias em que coincidimos os três e surge a troca de olhares, o aceno de cabeça ou o circunstancial cumprimento entre vizinhos, cujas vidas não têm por onde se entrelaçar mas que se tocam por obrigação geográfica, por  força de coincidirem em latitude e longitude.  Que estranho é partilharmos as coordenadas GPS mas não temos por onde coordenar as nossas almas. 
Quase todos os dias os ouço. As suas vozes alteradas e as palavras ásperas atravessam as paredes que nos separam e invadem a quietude da minha intimidade. Eu ouço e calo. E mastigo como posso a infelicidade que delas se desprende.
Ontem voltamos a cruzar-nos os três. E no silêncio que se seguiu ao "Bom dia", naqueles instantes em que  voltamos a fechar-nos  sobre nós próprios, ela falou..." Amor, a tua mãe ligou ontem." 
E eu, que quase todos os dias os ouço, lá puxei dos meus dotes artísticos e fingi o melhor que pude que, afinal, lhes mastigava a felicidade.  
Um destes dias ainda vou lá a casa. 
Afinal, o que é para ti esse tal do "amor"?