domingo, 3 de novembro de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Enchi!
Quem me conhece sabe que sou uma pessoa ponderada. Tenho também em mim a qualidade da paciência e do bom senso. Durante dois anos assisti com maior ou menor resignação a todas as políticas, tentativas de política, fait-divers e mesmo palhaçadas desta equipa que tomou conta deste meu país. Durante muito tempo achei imprudente pedir a demissão destas pessoas. Umas vezes era porque não havia alternativa, outras era porque o momento não era adequado, outras ainda era porque sim, outras foi porque não. Pois...enchi! Enchi de ver o meu país sem esperança e a morrer aos pedacinhos. Não posso mais! Por um milhão de razões, está na hora do governo ir embora. Preciso de votar!!! E nao me importo que seja no Tiririca porque isto, pior do que já está, não fica!!!
Por isso, a partir de hoje não me vou calar. Sobre quem nos governa? Demissão! Já!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Escolhas
Pára! Olha para ti. Porque corres? Para onde vais? Pára! Pára e pensa.
És feliz?
Então muda. MU-DA-TE! Não deixes a vida escorrer por ti. Se não “és”, não é porque os outros te impediram, mas sim porque ainda não decidiste “ser". Pára, pensa, decide e age! Age! Abraça a vida e caminha por ela rumo a ti. SÊ FELIZ!!!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
recados
Continuo a gostar dos recados que me deixas espalhados por aí. Podia recolhe-los todos e fazer um livro. Ou guardá-los numa caixa embrulhados numa fita de cetim como se guardam as cartas de amor. Mas não. Nunca lhes mexo. Gosto de os ter espalhados pela casa e de os procurar quando me apetece cheirar-te. Gosto de os reecontrar quando ajeito uma almofada do sofá ou dentro do bolso do casaco que já não vestia desde a ultima estaçao. Sabem-me sempre a surpresa. E tantos anos depois, cada um dos quadradinhos de papel que foste deixando para tras, continuam a ser pedaços de ti, peças de um puzzle que nunca desisti de completar.
Nunca deixes de escrever os meus recados. Mesmo sabendo que nunca te leio. Mesmo que não sejam para mim.
On the road
A propósito de uma conversa sobre liberdade
Venha a nós esta dose de saudável loucura que nos faz viver a vida com impaciência e nao ceder ao aconchego do conformismo.
Não ceder.
Não quero
Ceder.
Não
Quero
pela estrada fora
Livre?
“The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes "Awww!”
Jack Kerouac
Venha a nós esta dose de saudável loucura que nos faz viver a vida com impaciência e nao ceder ao aconchego do conformismo.
Não ceder.
Não quero
Ceder.
Não
Quero
pela estrada fora
Livre?
sábado, 20 de outubro de 2012
Second life
Hoje vi-te, vida minha. Repousavas calmamente numa bandeja de metal carregada por umas figuras de uniforme. Quis abraçar-te, dizer-te da falta que me fazes e contar-te todos os projectos que tenho para nós, mas calei-me não vá o sobressalto causar-nos desencontros. Shiuuu... De mim nem um ruído, que nem tenho coragem para te sonhar. Vai tu fazendo uns planos, vai tu organizando as coisas que estou quase a chegar.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Camaleão
Ouvi-te entrar. Voltavas de viagem e recebi-te com um beijo e um abraço. Tive saudades tuas, disse-te e pareceu-me que sorrias. Já cá estou, respondeste. Deixei-te na entrada a sacudir a poeira da viagem, e fui-me sentando junto à janela a desfilar o exercicio da rotina. Quero ver-te, ouvir-te contar as histórias do percurso, mas a poeira demora-te os passos e preenche-te os gestos. Os dias passam e quando finalmente levanto os olhos estás vestido de amarelo e tens um pó fino a cobrir-te a alma. Voltei, ouço dizer. Observo-te. Quem és tu? Avanças com passos firmes em direcção à minha janela passeando pela trela um enorme camaleão. Quem és tu? Não te encontro na figura empoeirada que desfila a rotina ao meu lado e apercebo-me que continuo com saudades tuas. Queria tanto que tivesses regressado. Foi uma surpresa ver que agora só usas amarelo.
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