quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O enxovalho



Depois de várias semanas de justificações, depois de negociações acerca das funções e dos destinatários, depois de vários avanços, recuos, piões, curvas e outras manobras de diversão, finalmente hoje o MEC pode começar o seu plano de “dignificar a carreira docente” e avaliar 13 mil docentes usando a PACC, ou seja, iríamos ter um vislumbre dos critérios de qualidade que este ministro considera mínimos para o exercício da docência.
Atendendo ao historial do ministro que tanto escreveu e falou acerca de exigência e rigor ao longo da sua carreira académica, esperava-se uma prova que fosse espelho desse pensamento, lançando para fora do “sistema” quem não estivesse à altura dos desafios de “qualidade” que Crato advoga para o “seu” sistema educativo.

Depois de tanta polémica, como já começa a ser hábito deste MEC, mais uma vez a montanha pariu um rato.

A PACC de hoje foi insultuosa para os professores. Ter como critério mínimo de qualidade questões acessíveis a miúdos de 9 anos (acreditem, eu testei na minha filha)  é, no mínimo, um insulto.

Os objectivos do MEC são incompreensíveis. Compra uma guerra em defesa da qualidade para depois sair com esta vergonha? Porquê? Para quê? A não ser que, contrariamente ao que propalou, em vez de “dignificar”, Crato quisesse “enxovalhar” os professores e nesse caso, parabéns, sr. ministro, meta totalmente conseguida! Não é a primeira vez e não deverá ser a última. Cá estaremos para o contrariar.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Enchi!


Quem me conhece sabe que sou uma pessoa ponderada. Tenho também em mim a qualidade da paciência e do bom senso. Durante dois anos assisti com maior ou menor resignação a todas as políticas, tentativas de política, fait-divers e mesmo palhaçadas desta equipa que tomou conta deste meu país. Durante muito tempo achei imprudente pedir a demissão destas pessoas. Umas vezes era porque não havia alternativa, outras era porque o momento não era adequado, outras ainda era porque sim, outras foi porque não. Pois...enchi! Enchi de ver o meu país sem esperança e a morrer aos pedacinhos. Não posso mais! Por um milhão de razões, está na hora do governo ir embora. Preciso de votar!!! E nao me importo que seja no Tiririca porque isto, pior do que já está, não fica!!!

Por isso, a partir de hoje não me vou calar. Sobre quem nos governa? Demissão! Já!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Escolhas



Pára! Olha para ti. Porque corres? Para onde vais? Pára! Pára e pensa.

És feliz?

Então muda. MU-DA-TE! Não deixes a vida escorrer por ti. Se não “és”, não é porque os outros te impediram, mas sim porque ainda não decidiste “ser". Pára, pensa, decide e age! Age!  Abraça a vida e caminha por ela rumo a ti. SÊ FELIZ!!! 

Porque um dia acordas e já nao estás. E quando vais à tua procura já te diluíste na enxurrada que te levou a vida.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

recados




Continuo a gostar dos recados que me deixas espalhados por aí. Podia recolhe-los todos e  fazer um livro. Ou guardá-los numa caixa embrulhados numa fita de cetim como se guardam as cartas de amor. Mas não. Nunca lhes mexo.  Gosto de os ter espalhados pela casa e de os procurar quando me apetece cheirar-te. Gosto de os reecontrar quando ajeito uma almofada do sofá ou dentro do bolso do casaco que já não vestia desde a ultima estaçao. Sabem-me sempre a surpresa. E tantos anos depois, cada um dos quadradinhos de papel que foste deixando para tras, continuam a ser pedaços de ti, peças de um puzzle que nunca desisti de completar. 
Nunca deixes de escrever os meus recados. Mesmo sabendo que nunca te leio. Mesmo que não sejam para mim.

On the road

A propósito de uma conversa sobre liberdade

“The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes "Awww!”

Jack Kerouac



Venha a nós esta dose de saudável loucura que nos faz viver a vida com impaciência e nao ceder ao aconchego do conformismo.


Não ceder.
Não quero
Ceder.
Não
Quero
pela estrada fora
Livre?

sábado, 20 de outubro de 2012

Second life

Hoje vi-te, vida minha. Repousavas calmamente numa bandeja de metal carregada por umas figuras de uniforme. Quis abraçar-te, dizer-te da falta que me fazes e contar-te todos os projectos que tenho para nós, mas calei-me não vá o sobressalto  causar-nos desencontros.  Shiuuu... De  mim nem um ruído, que nem tenho coragem para te sonhar.  Vai tu fazendo uns planos, vai tu organizando as coisas que estou quase a chegar.