De mão dada com um Tuareg. Alto.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
A gaveta da cómoda
Só vale a pena escrever isto porque não me lês. Se me lesses, nem que fosse nas entrelinhas saberias que não te escrevo. Sinto-te mas não te escrevo. Ás vezes apetece-me contar-te, abraçar-te com as palavras, escrever-me! Mas resisto sempre a que me leias os sentimentos. Coisas minhas.
Guardo o que tenho por ti na primeira gaveta da cómoda. E às vezes até te esqueço. Mas tu insistes em regressar nas asas da luz da manha. E, de mansinho, abres a gaveta da cómoda e puxas de mim as letras que já não lês.
Guardo o que tenho por ti na primeira gaveta da cómoda. E às vezes até te esqueço. Mas tu insistes em regressar nas asas da luz da manha. E, de mansinho, abres a gaveta da cómoda e puxas de mim as letras que já não lês.
No dia em que me leres, escrevo-te em inglês e, assim, não escrevo a saudade. Para não me leres.
domingo, 26 de agosto de 2012
Até sempre Neil
Esta é uma das minhas fotos preferidas. Pela beleza incontestável desta pequena meia laranja azul suspensa no vazio, pela insignificancia a que nos reduz a nós, minusculos seres que a habitamos, esmagando a nossa presunção de sermos o centro do mundo e pelo sonho encerrado no momento mágico em que foi tirada, a bordo da Apolo 11.
No dia em que desapareceu Neil Armstrong aqui fica como lembrança. Um olhar para a eternidade.
Obrigada Neil
sábado, 2 de junho de 2012
...
Hoje foi de espátula. Teve que ser porque a faca já estava romba e tornou-se indisfarçável a inutilidade. E antes que alguém reparasse e apontasse a minha fragilidade, peguei na espátula e voltei diligentemente ao trabalho. Raspa...Raspa..Doem-me as mãos e o coração. Raspo... Raspo... onde consigo chegar mais fundo a pele começa a exibir as cicatrizes da saudade, mas no geral é inutil. Raspo... Estás em mim. Raspo-te... Não adianta. Descolo-te e desato-te, mas há sítios onde te fundiste comigo e eu já nem sei onde começas tu e acabo eu. Como foi possível? De onde viste tu? Que faço agora com os teus pedaços?
Vou pegar no cinzel e esculpir uma armadura enquanto finjo que já cá não estás.
Vou pegar no cinzel e esculpir uma armadura enquanto finjo que já cá não estás.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Take it or leave it
Incomoda-me a fraqueza de não se enfrentar. Disse o Pessoa que "o poeta é um fingidor". Pois eu, nunca escreverei poesia. Sei há muito tempo, demasiado tempo talvez, que em mim a verdade é como o azeite e vem sempre ao cimo. Sei há muito tempo que não sei fingir gestos, olhares, palavras. E há muito tempo que deixei de me tingir de mentira, de fazer slalom com a minha consciência quando ela mete prego a fundo em busca da minha verdade. Assim, há muito tempo que deixei de fugir de mim e aprendi a aceitar-me com todas as dores que traz a crueza da imperfeição não disfarçada. Sou assim. Tal e qual. Sou eu. Mas tenho plena noção de que é sempre possível melhorar. E todos os dias luto para a minha verdade ser mais doce, mais tolerante, as vezes menos verdadeira. Há batalhas que vou ganhando e outras em que lutarei toda a vida incapaz de desistir de me tornar numa das "boas raparigas"mas aceitando, sem me cobrar, o privilégio de "ir a todo o lado".
Se as desvantagens desta forma de ser que me calhou na rifa da genética e na roleta da educação são óbvias, há algumas vantagens, para os outros, principalmente. Comigo não se criam expectativas. Em mim, o que parece ser...é! O meu interlocutor facilmente escolhe "take it or leave it" e sabe que nao leva gato por lebre. Para o melhor e para o pior.
Há muito tempo que decidi que não andava aqui a enganar ninguém, muito menos a mim própria. É isso que me faz ser feliz porque assim tenho a certeza que nas minhas lutas não há danos colaterais e muito menos prisioneiros.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
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